Redes sociais, mídias sociais e os papéis sociais dos usuários

Por Ismaellx Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017

No post anterior: Redes Sociais e Midias Sociais - o que são?, falamos sobre as diferenças entre redes sociais e mídias sociais e mostramos que as plataformas de distribuição de conteúdo ou de interação (YouTube, Instagram, Facebook, etc.) entre atores sociais (a.k.a. usuários da internet) são meramente ferramentas digitais (sites) onde os usuários interpretarão os seus papéis sociais.

Quando falamos sobre pessoas e seus comportamentos em seus ambientes estamos falando sobre os seus papéis sociais. A imagem usada foi das diversas facetas da cantora Rihanna mostrando um comportamento diferente em cada mídia social. Tal comportamento diferente em cada mídia social não representa uma atitude falsa, mas, sim, uma adaptação que cada um de nós precisa ter em cada um dos ambiente por onde transitamos.

Imagem/montagem: Tarcízio Silva

Quando associamos a nossa imagem a um ambiente corporativo, geralmente, temos em mente um “dress code” específico e adequado ao ambiente de uma empresa, que pode ser uma roupa social, assim como um tom de voz e tipos de palavras que usamos para nos comunicar, como é o caso do LinkedIn. Já em um ambiente mais privativo, como o WhatsApp (que, diga-se de passagem, é um comunicador e não uma mídia social ou rede social), a nossa liberdade de expressão se torna maior, temos mais espaço para falarmos coloquialmente, sem nos preocuparmos tanto com as regras gramaticais. O mesmo ocorre quando estamos com amigos íntimos, que nos deixam mais à vontade. Com o Instagram, uma mídia social com foco na publicação de imagens e vídeos curtos, a maioria dos usuários – assim como quando vai a uma festa, um evento social mais descontraído, vai exibir os seus melhores ângulos, vai mostrar como é inteligente / rico / tem bons relacionamentos / frequenta bons lugares / tem os melhores amigos ou família / tem o cachorro mais lindo. É o seu status sendo exibido atrás de filtros (Instagram) ou maquiagem (evento social). Isso tudo é a chamada manutenção da imagem ou gerenciamento de impressões.

Assim como um palco de teatro, as mídias sociais e redes sociais são da mesma forma, onde atuaremos de forma de obtermos mais aplausos/likes e elogios/comentários de quem nos assiste/segue.

O gerenciamento de impressões se refere a darmos o melhor de nós mesmos para a nossa performance frente à sociedade, que observa, analisa e julga o que vestimos, como nos comportamos e o que falamos. É uma condição normal de uma sociedade como a nossa.

A forma como agimos dentro de uma rede social, por exemplo, pode ser comparada com a forma como nos comportamos diariamente nos diversos ambientes físicos por onde andamos (escola, trabalho, família, amigos).

A compreensão desses comportamentos diversificados dentro de diferentes ambientes são os pontos-chave que devem ser observamos quando pensamos em estratégia para atingir a um determinado público-alvo.

Antes de entendermos de tecnologia, precisamos entender de ser humano, dos seus comportamentos em seus ambientes

É imprescindível que tenhamos em mãos essas informações para que possamos traçar uma estratégia de comunicação eficaz e que atinja em cheio o público correto. Sem saber o que ofereceremos para cada público que compõe o universo de clientes que a nossa empresa possa ter, é o mesmo que oferecer um carrinho de brinquedo para um adulto poder se divertir. Tem de haver compatibilidade entre o produto ou serviço oferecido com as necessidades que uma parcela nichada da população (público-alvo) possa correlacionar uma necessidade específica da sua vida com o que é oferecido.

Não é algo simples de se fazer, ainda mais em uma sociedade onde hábitos mudam não apenas por vontade dos seus membros, mas por questões climáticas, econômicas, políticas, etc.

O ser humano, desde quando começou a se organizar em sociedade, tende a buscar regras de convívio e de interação para que haja um equilíbrio nas relações. Esse equilíbrio deve ser mantido para que as pessoas sintam-se seguras e que as suas necessidades básicas (mostradas abaixo na Pirâmide de Maslow) possam ser preenchidas constantemente e de forma satisfatória.

Se uma empresa conseguir alinhar os seus objetivos de negócio e os objetivos de comunicação com as necessidades dos seus clientes, um canal de fidelização pode começar a ser criado, contudo, para isso, a empresa precisa conseguir responder: o que eu ofereço de solução para o problema do meu cliente?

 

Texto: Leandro Hipólito

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